quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Neruda


Não te amo como se fosse
rosa de sal, topázio, ou flechas de cravos que atiram chamas.
Te amo como se amam certas coisas escuras, secretamente, entre a sombra e a alma.
Eu te amo sem saber como, nem quando e nem onde.
Te amo simplesmente, sem complicações nem orgulho.
Assim te amo porque não conheço outra maneira.
Tão profundamente que a tua mão no meu peito é a minha.
Tão profundamente que quando fecho os olhos, contigo eu sonho.
É assim que te amo e nada mais me importa.


(Pablo Neruda)

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